Coisas sem Nomes
Arte Atual Festival
Exposição
Passada

O Instituto Tomie Ohtake retoma o seu programa Arte Atual, concebido para promover exposições coletivas de jovens artistas atuantes no Brasil, cujos projetos experimentais ambiciosos possam ser concretizados e apresentados ao público. Depois das três edições realizadas entre 2013 e 2015 – Estranhamente Familiar, Medos Modernos, e E se quebrarem as lentes empoeiradas? –, agora traz o Arte Atual Festival 2015 – Coisas sem Nomes, uma exposição “festival” que cria um contexto de produção experimental.
O Núcleo de Pesquisa e Curadoria, coordenado por Paulo Miyada e integrado por Carolina de Angelis, Julia Lima, Olivia Ardui e Priscyla Gomes, responsável pela concepção e curadoria desta edição, convidou 15 artistas para participar do projeto: Bianca Zechinato, Bruno Moreschi, Carlos Monroy, Cia UEINZZ, Felippe Moraes, Flora Rebollo, Gabirante Souza, Ju Bernardo, Luísa Nóbrega, Marco Antonio Mota, Maya Dikstein, Pedro França, Sofia Borges, Thais Guglielme e Tiago Mestre.
Em Arte Atual Festival 2015 – Coisas sem nomes, a curadoria sugere que os próprios artistas, em parceria com a equipe do Instituto Tomie Ohtake, realizem a montagem dos trabalhos e a ocupação do espaço. Uma experiência para permitir diferentes alternativas de diálogo entre as obras e que permanecerá aberta a mudanças também enquanto a exposição estiver em cartaz. Ao utilizarem linguagens e abordagens variadas, os participantes evitam modelos prefixados e negociam a ocupação de um espaço compartilhado, fugindo de recortes temáticos referenciais. Ao possibilitar mudanças de direção ao longo do percurso expositivo, o projeto busca a experimentação como guia principal da arte.
Segundo os curadores, Coisas sem nomes é uma provocação à qual cada agente pode reagir livremente com respostas ou novas perguntas e também permite trazer à tona uma gama de inquietações, como as dificuldades de definir fronteiras, as possibilidades de revelar o não dito, e até as limitações da própria linguagem. “Em todos os casos, trata-se de trabalhar o impreciso, o incomum, o estranho e o inacabado, em um processo curatorial pautado pela dúvida”, completam.
Para falar de coisas sem nomes – sem nomeá-las definitivamente -, os artistas, os curadores e convidados do Festival poderão escrever notas e textos em abordagens livres sobre a mostra, seus princípios, suas obras e os acontecimentos no período de exposição.

